30 de set de 2016

Igreja na Bahia defende publicamente que gays devem ser assassinados




A Igreja Batista Bíblica Salem, de Porto Sauípe, litoral norte da Bahia, decidiu testar os limites da liberdade religiosa. A instituição prega, abertamente, que homossexuais sejam mortos.

A declaração de guerra aos gays se dá por meio de uma placa afixada na fachada da instituição, de modo que todos os moradores e visitantes da região recebam o recado. A publicidade diz que "se um homem tiver relações com outro homem, os dois deverão ser mortos por causa desse ato nojento; eles serão responsáveis pela sua própria morte". Uma outra placa, logo abaixo dessa, ameaça os homossexuais ou qualquer um que seja confundido como tal: "você é livre para fazer suas escolhas, mas não é livre para escolher as consequências".



Apesar da placa dizer textualmente que gays "deverão ser mortos", o responsável pela igreja, pastor Milton França, nega que a frase seja homofóbica ou que esteja defendendo a morte dos gays. "Não é a igreja que vai causar a morte dos gays, e sim seus pecados", defende. De acordo com ele, a intenção da publicidade não é incentivar agressões aos homossexuais, mas sim demonstrar a insatisfação de Deus com a vida que estas pessoas "escolheram". "A mídia incentiva o 'homossexualismo'. A Globo incentiva em suas novelas e programas. É uma afronta ao todo poderoso. Então eu quero mostrar o outro lado dessa história, a opinião de Deus. Os gays não devem ser mortos, devem ser salvos, pois já estão mortos espiritualmente", diz.

Igreja pode ser processada

O presidente da Comissão de Diversidade Sexual da OAB Bahia, Filipe de Campos Garbelotto, tem uma opinião diferente. Para ele, a placa é uma afronta ao exercício da liberdade religiosa. "A placa está virada para a rua. Não é liberdade religiosa e sim incentivo à violência. Está pregando a violência contra os gays", explica. Filipe complementa que quem se sentir prejudicado com a ofensiva do pastor pode prestar queixa em uma delegacia e entrar com uma ação na justiça contra o religioso e sua instituição. No caso da ação na justiça, é possível até mesmo pedir uma indenização.

Caso foi encaminhado ao Ministério Público

O assunto já chegou ao Centro de Apoio dos Direitos Humanos do Ministério Público da Bahia. A coordenadora do Centro, Márcia Teixeira, encaminhou a denúncia para o promotor criminal responsável pela região de Porto Sauípe, que vai analisar o caso e pode determinar a abertura de inquérito policial.

Segundo a promotora Márcia Teixeira, que coordenada o Centro de Apoio dos Direitos Humanos do Ministério Público da Bahia, a denúncia foi encaminhada para  o promotor criminal responsável pela região de Porto Sauípe, que fica na cidade de Entre Rios, que vai analisar o caso e pode indicar a abertura de inquérito policial.

“A liberdade religiosa não autoriza ninguém a fazer apologia ao crime”, defende a promotora.Caso haja uma condenação criminal por incitação ao crime, o pastor pode ser condenado à pena de 3 meses até 2 anos de prisão.

O Me Salte tenta, desde ontem, contato com a Igreja, mas nenhuma das nossas ligações foram retornadas pelo pastor Milton Santos, que é responsável pelo templo religioso. Ao portal Blasting News, o pastor disse que “a intenção da publicidade não é incentivar agressões aos homossexuais, mas sim demonstrar a insatisfação de Deus com a vida que estas pessoas “escolheram”. “Os gays não devem ser mortos, devem ser salvos, pois já estão mortos espiritualmente”

Via blastingnews
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